O CAMINHO DE FERRO DE ARGANIL CIRCULA NOS CARRIS DA INTERNET

Neste contexto, como que corroborando com o autor, numa demonstração plena de interesse pelo magno problema, surge um Jovem de 19 anos, estudante na área da economia. João Antunes, é o seu nome e, embora nascido em Lisboa, corre-lhe nas veias sangue Beirão, uma vez que, seu pai, è natural de Porto Castanheiro, ridente povoação da majestosa Serra do Açor e, sua mãe, nascida em Vila Cova do Alva, histórica localidade conhecida por Sintra da Beira Serra, devido ao valioso património cultural e do frondoso arvoredo de rara beleza que a envolve. Pois João Antunes, futuro economista, segundo revela no Miradouro de Vila Cova, não obstante as escassas limitações que os seus estudos lhe permitem, conseguiu ainda dispor de tempo para se embrenhar na pesquisa de novos elementos sobre o lendário caminho de ferro de Arganil que, por desinteresse duns, e motivos   não suficientemente esclarecidos doutros, ainda hoje, cem  anos depois da sua chegada à Lousã, se  encontra inerte em Serpins, depois de ter sido gasto todo o dinheiro disponível para o levar até a Arganil, não obstante terem sido realizadas importantes obras de engenharia para o seu prosseguimento. Desta forma, é justo destacar a oportuna intervenção daquele jovem em defesa duma causa que, podendo ser considerada de vida ou de morte de tão importante pedaço de Portugal onde se situa a terra que foi de seu avô Carlos Loureiro Jorge, do qual guardamos saudosas amizades. Conquanto seja uma tarefa que requer muita persistência, acabará por se tornar aliciante pois permitirá conhecer, melhor, o passado dessa via férrea que se propunha desenvolver social e economicamente tão importante região, Uma verdadeira odisseia (como lhe chamámos na citada História) , que se iniciará em meados da década dos anos sessenta do século XIX . Já então, o Dr. José Dias Ferreira ilustre Pombeirense, no uso da palavra na sessão de 17 de Fevereiro de 1866, como Deputado, proferira um importante discurso exigindo que o caminho de ferro da Beira, como era designado então, seguisse a directriz prevista no projecto que  estava em discussão na Câmara dos Deputados .Essa directriz, partindo de Coimbra em direcção a Almeida, beneficiaria as povoações de Miranda do Corvo, Lousã, Gois, Arganil, Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia, através daquela riquíssima, Beira em direcção a Almeida. Todavia, como se verificou posteriormente, por culpa dos “Coimbrinhas”, todo esse traçado defendido pelo IMINENTE MESTRE DE DIREITO E MINISTRO DA FAZENDA EM 1867/68,e outros políticos da época, acabaria por ser desviado cerca de 20 Klm para norte de Coimbra, do que resultou o empobrecimento da cidade e da região que beneficiava. Esses erros dos políticos conimbricences, apesar de clamorosos, repetir-se-iam pela vida fora. E, ainda hoje persistem, com a pretensão de quererem fazer circular o metropolitano de superfície numa bitola inferior à da rede geral do país. Uma verdadeira aberração.