Silvino Santos Lopes (Pai)

Nasceu em Gondruzeira, aldeia do concelho de Torres Vedras, a 16 de Setembro de 1933.

Viveu toda a vida em Lisboa (excepto de 1970 a 1975), foi aluno da Escola Patrício Prazeres (onde é membro da Associação de Antigos Alunos e Professores), e desde aí começou a escrever poesia.

É filho de Silvino Lopes (Bogalhas) natural de Vila Cova e de Maria Lopes (a Tí Quitas) natural de Gondruzeira,

Ganhou o seu primeiro prémio de poesia aos vinte anos.

Profissional de seguros durante a sua vida, foi escrevendo e guardando centenas de poemas que se traduzem na sua paixão pela vida, pela paz, pelo amor e respeito ao próximo, pela justiça e condição humana.

Nunca fazendo da poesia veículo comercial, foi, a espaços, recompensado com alguns prémios em concursos onde, esporadicamente, participava, com destaque para o 1º prémio no concurso de quadras organizado pelo Fórum Lisboa em 1998, sob o tema Lisboa.

Só após a sua reforma profissional se dedicou com maior "interesse" (dada a disponibilidade) à organização da sua poesia, o que culminou com a edição de cinco livros sobre os mais diversos temas que transportam, nas mensagens que transmite, a essência do Homem.

De carácter sereno, cultiva as amizades e encara a vida, aos 73 anos, com a paciência e sabedoria que esta lhe transmitiu.

Homem de lutas travadas à sua maneira, transporta a Humildade no coração,  não suporta a prepotência e a mentira, elege a Verdade a Honestidade e o Respeito como seus companheiros de batalha, em nome do Amor e da sua Musa... Lisboa.

Ler os seus versos é conhecê-lo.

 

A Vila Cova do Alva

Aldeia secular do meu país
onde o tempo parou a descansar
e ali adormeceu, criou raiz,
e distraído, se deixou ficar!

O largo, o pelourinho, o chafariz,
a igreja onde o povo vai rezar,
e que se for verdade o que se diz
teria tanta história p'ra contar...

Na margem, junto ao rio e ao açude,
a azenha mói o pão da gente rude
que asperge de suor a terra quente,

e nas casas velhinhas, desgastadas
ao sopro agreste e frio das nortadas,
o tempo adormeceu serenamente!...